Resposta curta: as ativações com robô que funcionam têm três coisas em comum: são curtas, acontecem quando o público já está olhando para o mesmo ponto, e dão um papel ao robô dentro da história do evento. Robô circulando sem roteiro vira paisagem em vinte minutos. Robô com entrada marcada vira o vídeo do dia seguinte.
No palco (show, festival, premiação)
- Entrada do artista. O humanoide abre o show sozinho, dança 30 segundos e cede o palco quando o artista entra. Entrega: os primeiros 30 segundos que ninguém sai para o banheiro.
- Dança no refrão. O robô sobe só no refrão de uma música, coreografado, e sai. Entrega: o take que a plateia grava e posta. É o formato de maior retorno em redes sociais.
- Batalha de boxe entre robôs. Dois humanoides lutando, com narração. Entrega: público jovem em pé e gritando. Funciona muito em formatura e evento universitário.
- Entrega do troféu. Em premiação, o robô leva o troféu até o palco. Entrega: foto oficial com um elemento que nenhuma outra premiação tem.
Em feira e estande
- Bloco de hora cheia. Apresentação de cinco minutos a cada hora, anunciada no estande. Entrega: fluxo previsível e fila, que a sua equipe converte em lead.
- Demonstração de produto. O robô manipula, carrega ou aponta o seu produto. Entrega: conexão entre a tecnologia do robô e a mensagem da marca.
- Foto com o robô, com captura de contato. A foto é enviada por e-mail ou WhatsApp. Entrega: base de leads qualificados com consentimento.
- Matilha de robôs-cães na circulação. Os Go2 caminham pelo corredor do pavilhão e levam o público até o estande. Entrega: captação de gente que não passaria pelo seu corredor.
Em festa e casamento
- Recepção com a matilha. Os robôs-cães recebem os convidados na entrada. Entrega: a primeira foto da noite, antes da festa começar.
- Entrada dos noivos ou da debutante. O humanoide abre caminho e faz a reverência. Entrega: emoção com surpresa, sem roubar a cena dos protagonistas.
- Reabertura da pista. Depois do jantar, quando a energia cai, o robô entra dançando. Entrega: a segunda metade da festa salva.
Em convenção e lançamento
- Revelação do produto. O robô traz, descobre ou entrega o produto no palco. Entrega: o take que a imprensa usa e que a marca reaproveita por meses.
Os cinco erros que matam o efeito
- Deixar o robô solto o evento inteiro. Novidade tem meia-vida curta. Concentre em blocos.
- Não avisar o público. Se ninguém sabe que vai ter robô, metade da plateia perde o momento. Anuncie no roteiro, no telão ou pelo mestre de cerimônias.
- Colocar o robô longe do celular. Se a plateia não consegue filmar de perto, você perde o principal ativo da ativação, que é o conteúdo orgânico.
- Roteiro genérico. Coreografia de fábrica não conversa com a sua marca nem com a sua música. Peça coreografia sob medida.
- Ignorar o piso. Areia, grama alta, carpete grosso e piso irregular limitam movimento. Reconhecimento de local não é burocracia, é o que garante o número.
Como montar o seu roteiro
Escolha no máximo três momentos, distribua ao longo do evento e deixe o robô sair de cena entre eles. Fale com quem opera antes de prometer qualquer coisa para o cliente: em 15 minutos de conversa dá para saber o que é viável no seu espaço. Veja os formatos por tipo de evento em robô para evento corporativo e robô para festa e casamento.
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